2016 maio

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Poltrona Mole para quem trabalhou duro!

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SPOT BOLETIM ACADÊMICO DE DESIGN DE INTERIORES

O Spot Boletim Acadêmico de Design de Interiores é um projeto desenvolvido por alunos do curso de Design de Interiores da Unicesumar, Campus: Maringá. São os atuais membros do Spot os alunos: Mateus Sanches, Marciane Schuh, Rose Ribeiro, Daniel Manfredi, Bárbara Faria e André Fernandes. Neste mês o Spot lança a sua 6a. Edição recheada de conteúdos muito interessantes para o Design de Interiores. Agora este jovem projeto fará uma parceria com o Diblioteca, dividindo com a gente, por aqui, as suas colunas. Seu representante será o Mateus Sanches, estudante de Design de Interiores, 1o. semestre matutino do Curso Tecnológico de Design de Interiores Unicesumar. Para entrar em contato com ele segue o e-mail: spotboletim@gmail.com 

“Poltrona Mole para quem ‘trabalhou’ duro”!

Coluna Design no Brasil – Por: Bárbara Faria Costa/RJ

Fig. 2- Poltrona Mole/ Fonte: Página pessoal do designer e arquiteto

Fig. 1- Poltrona Mole/ Fonte: Página pessoal do designer e arquiteto

Dono de uma personalidade marcante, Sérgio Rodrigues (Fig.1) foi pioneiro em transformar o design no Brasil e torná-lo mundialmente conhecido. Trazia em seus projetos sua inquietação e identidade da cultura brasileira. Carioca, nascido em 1927, formou-se em Arquitetura e Urbanismo em 1952 pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) mas ele sabia que seu desejo ia muito além da arquitetura. Tinha admiração pelos interiores, então o sonho e o dom fez buscar estudos mais aprofundados em outros lugares. Começou a fazer um curso de decoração e seu professor gostou tanto de seu desempenho, que o convidou para ser seu assistente. Daí começou seu trabalho como designer que perdurou quase 61 anos de sua vida.

Fig. 2- Palácio do Itamaraty/ Sofás Pajé e Poltrona Oscar/ Fonte: Blog do Itamaraty

Fig. 2- Palácio do Itamaraty/ Sofás Pajé e Poltrona Oscar/ Fonte: Blog do Itamaraty

Em 1961, Sérgio ganhou seu primeiro prêmio no “IV Concurso Internacional do Móvel” em Cantù, na Itália, com a “Poltrona Mole” (Fig.2). Na época, sua peça ficou na vitrine de sua loja (Oca) por um ano, pois era motivo de “chacota” e não despertava olhares de seu público, mas seu idealizador ainda acreditava no potencial dela. Sérgio não estava errado. De repente a “Mole” foi chamando atenção de pessoas com um certo nível cultural. Despertando, então, atenção de algumas personalidades, entre elas o governador Carlos Lacerda, que foi a pessoa que praticamente exigiu que a poltrona fosse enviada ao concurso. Sérgio, alcançou o auge de sua carreira nos anos 50 e 60.

Sua peça mais famosa e que o tornou um grande nome do design no país. A ‘Sheriff Chair’, como ficou conhecida no exterior, combina a robustez e o conforto, o convite ao relaxamento e a linguagem moderna e efetivamente brasileira, o que levou a conquistar o primeiro lugar no Concurso. Ela é composta por uma estrutura em madeira de jacarandá torneada, com correias em couro e que, após ajuste com botões torneados, formam um apoio que suporta os almofadões do assento, do encosto e dos braços, unidos numa só peça. Observação que não indica apenas uma poltrona, mas um projeto-chave do design nacional. A Mole integra o acervo do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York, e é até hoje um sucesso de vendas.

Fig. 3- Sérgio Rodrigues- Fonte: Página Pessoal

Fig. 3- Sérgio Rodrigues- Fonte: Página Pessoal

Após seu nome se espalhar pelo exterior, Sérgio recebeu convites para projetar móveis para nossa capital, Brasília, que estava recém inaugurada. Como um bom e velho patriota, percebeu que a capital estava sendo arquitetada com belíssimos palácios, mas que seus interiores, não faziam jus à vista exterior. Ele sentia falta de brasilidade. Algumas peças que já faziam parte do ambiente interno, eram estrangeiras e ele enxergava a necessidade do interior com pinta de Brasil. Queria que Brasília refletisse inteiramente nossa cultura, que por sinal, é muito bela, e nossas ricas matérias-primas e foi assim que fez.

Sergio foi chamado várias vezes a Brasília para outros projetos. Fez móveis para o Itamaraty (Fig. 3), gabinete do chanceler. Projetos para o Senado, para o Palácio da Alvorada. Projetou todas as casas dos diretores do Banco Central, em Brasília. Fez o interior do Teatro Nacional de Brasília, o Cine Brasília e muitos outros projetos que ainda podem ser apreciados em seus lugares originais. Os projetos dele, traz em sua maioria, a cultura brasileira identificada. O uso de madeira, couro, tecidos de fibras naturais e palhinha, como materiais tradicionais, indicam também seu grande apego pela cultura indígena.

Fig. 4- Cine Brasília/ Fonte: Correio Braziliense

Fig. 4- Cine Brasília/ Fonte: Correio Braziliense

Sérgio de fato começou a procurar o Brasil através do design. Transformou consideravelmente o conceito de móveis em nosso país, dando a eles generosidade nos traços e no uso de madeiras nativas. É de suma importância, citar Sergio como percursor do Design de Interiores no Brasil. Seu acervo composto por inúmeras peças, são sinônimos de uma elegância, descontração e valiosas criações. Sérgio Rodrigues, faleceu em 01 de setembro de 2014, em sua casa no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, deixando uma enorme sede de brasilidade no Design de Interiores no Brasil.

Para ler toda a Edição:

 

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SPOT BOLETIM ACADÊMICO DE DESIGN DE INTERIORES

O Spot Boletim Acadêmico de Design de Interiores é um projeto desenvolvido por alunos do curso de Design de Interiores da Unicesumar, Campus: Maringá. São os atuais membros do Spot os alunos: Mateus Sanches, Marciane Schuh, Rose Ribeiro, Daniel Manfredi, Bárbara Faria e André Fernandes. Neste mês o Spot lança a sua 6a. Edição recheada de conteúdos muito interessantes para o Design de Interiores. Agora este jovem projeto fará uma parceria com o Diblioteca, dividindo com a gente, por aqui, as suas colunas. Seu representante será o Mateus Sanches, estudante de Design de Interiores, 1o. semestre matutino do Curso Tecnológico de Design de Interiores Unicesumar. Para entrar em contato com ele segue o e-mail: spotboletim@gmail.com 

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Design Social

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Design Social

Ana Fulô, 30 de Maio de 2016 15h13m

Boa tarde leitores do Diblioteca,

Vamos iniciar a semana falando um pouco sobre Design Social.

Como foi dito na minha publicação passada (Responsabilidade Ambiental e Design), estamos vivendo momentos caóticos em que as ambições individuais estão nos desconectando da natureza o que consequentemente traz desarmonia, desequilíbrio e crises. O tema anterior pontuei a questão ambiental, como o sistema econômico/político atual está desarmonizando a qualidade de vida dos sistemas naturais, e o quanto eu acredito que o Design é uma importante ferramenta de melhoria. Hoje vou continuar nessa linha de pensamento, porém voltada para os aspectos sociais e culturais falando um pouco sobre Design Social.

 

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O sistema econômico atual criado sobre alicerces como os interesses pessoais, consumismo, produção em grande escala e hiper-valorização do lucro é indiferente aos interesses coletivos, ao cuidado com a Terra e a distribuição igualitária dos recursos que necessitamos. Eis que daí surgem vários problemas de desigualdade social, econômica e cultural, onde classes privilegiadas são criadas e supervalorizadas em relação a outras que se encontram segregadas e oprimidas.  O Design, bom como ele é, adora criar soluções e se mostra mais uma vez uma grande ferramenta de melhoria para os problemas anteriormente citados… Para os amigos, que assim como eu, sentem que precisam fazer a diferença e que viver é muito mais do que passar a vida toda projetando dentro de um escritório a serviço do mundo comercial/capitalista… eu te digo: O Design Social veio nos salvar (rs).

O Design Social compreende a importância de priorizar as condições sociais porém não deixando de lado os requisitos técnicos, ambientais, econômicos, funcionais, ergonômicos, estéticos, culturais e outros, portanto, o Design Social diferente do Design Comercial que é voltado para o mercado e apegado a vendas e lucros, concentra-se em cuidar das necessidades das pessoas tendo uma perspectiva mais humana e social se conduzindo para uma produção solidária juntamente com a responsabilidade moral do Design. Um ponto considerado por essa prática é a preocupação com a falta de acesso à agua e energias, a falta de acessibilidades de tecnologias limpas, a falta de acesso ao consumo consciente de produtos de qualidade e outras restrições que podemos encontrar nas comunidades segregadas. Dentro da criação dos projetos, visando o social, os profissionais não se limitam a ficar horas em seus computadores projetando, eles vão a campo, vivenciar a realidade da comunidade para compreender a fundo quis são os problemas e quais são as reais necessidades daquele público e como o Design pode auxiliar, se tornando assim um Design empático onde busca-se interação e compreensão por meio de vivencias e conversas com as pessoas que vivem naquele ambiente, muitas vezes os profissionais fazem uma imersão no local onde se pretende trabalhar para poder vivenciar de perto o dia a dia, a cultura daquele povo. Para abordagem dos problemas pode ser usado o Design Thinking, que é um processo colaborativo onde forma-se uma equipe multidisciplinar com o propósito de realizar projetos ricos em conhecimento e recursos de diversas áreas.

Alguns exemplos de projetos criados com a pegada do Design Social são:
O projeto do designer Gabriele Diamanti, chamado Eliodomestico, que é um open-sourced que transforma água salgada em água doce. Foi projetado com a finalidade de atender pessoas em países em desenvolvimento.

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E o Hippo Roller, criado em 1991. Atualmente é usado em mais de 20 países africanos e contabiliza uma ajuda a aproximadamente 300,000 pessoas. Muitas delas sofriam de problemas na coluna e no pescoço causados por carregar galões de água sobre a cabeça, por longos percursos. Com apenas 3 itens (o barril, a tampa e a alça), o projeto é simples e beneficia diretamente populações que não tem acesso à água potável.

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Hippo Roller02

Por hoje era isso que eu gostaria de compartilhar com vocês, e dizer que venho trabalhando e pesquisando sobre o Design Social e já sinto o quanto esse é um trabalho gratificante e empático. Meu convite é: Vamos nos unir para trabalhar visando o bem coletivo!

Abraços e até a próxima publicação!

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Ana Gois

Ana Fulô

 

Ana Fulô – Designer de Interiores; Pós-Graduanda em Permacultura; Colunista do Diblioteca.

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Morar Mais por menos 2016

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Boa tarde, Designers de Interiores e futuros designers de interiores!

Vocês conhecem a mostra Morar Mais? Esta é uma mostra de Design e decoração que têm como principal objetivo o design econômico e sustentável, ou seja, voltado para as características do design como responsabilidade social, o design pode sim atender as diversas classes sociais, e também responsabilidade ambiental, ou seja, o design deve sim se preocupar em usar produtos/materiais e desenvolver ambientes com menor impacto ambiental!

A Morar Mais por menos existe com esta proposta, segue a afirmação no próprio site:

morarmaislogoO Morar Mais® nasceu em 2004 de uma situação comumente vivenciada por quem vai decorar a primeira casa. Como ter um lar aconchegante e sofisticado sem gastar quantias exorbitantes? Como encontrar profissionais qualificados, soluções criativas e idéias inovadoras, que pudessem ajudar a criar uma decoração de interiores ao mesmo tempo chique e acessível? Quanto custa esse sonho da casa decorada?
O Morar Mais® foi ainda o pioneiro em sustentabilidade – em 2007, começou a apostar em ambientes criados com respeito ao meio ambiente e melhor aproveitamento de recursos, além da utilização de materiais ecologicamente corretos. Essa reocupação tornou-se ainda mais clara em 2009, quando tornou-se membro do Greenbuilding Council Brasil, organização que visa o desenvolvimento da construção sustentável, conscientizando a sociedade e divulgando práticas ecologicamente corretas. (Fonte: Site Oficial Morar Mais)

Além disso, o Morar Mais também possui uma premiação para os profissionais que conseguiram atingir os preceitos exigidos pela mostra, são nove categorias de premiação: mais por menos; sustentabilidade, inclusão social, brasilidade, tecnologia e informação, espaço comercial, customização, espaço conceitual e nacional.

No site da mostra você pode ficar sabendo mais informações! Segue o link: Morar Mais

Este ano você encontra no site já as datas para o evento que vai acontecer em Vitória!

26 de julho a 04 de setembro de 2016
Avenida Dante Micheline, 4584 Jardim Camburi
Vitória | ES
Terça a Sexta das 15h às 21h
Sá, dom e feriados das 13H às 21h

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Fonte: Facebook Morar Mais

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Fonte: Facebook Morar Mais


Fonte: Morar Mais (Site Oficial)

Fonte das Imagens: Facebook Morar Mais Oficial

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Intervenções Urbanas e Design Efêmero

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Vanny Perfil

Vanessa Santos

Olá amigos, primeiramente deixe eu falar um pouquinho de mim, já que agora vocês me verão sempre por aqui.

Meu nome é Vanessa Santos, sou Designer, formada há 9 anos em Design de Interiores e com pós graduação em Artes Visuais. Hoje atuo na área do Design Gráfico e também dou aula no curso de Design de Interiores.

Nesta coluna, vamos sempre abordar assuntos relacionados a Intervenções urbanas e Design efêmero, pois os projetos temporários, urbanos e desenvolvidos além do espaço comercial vêm tomando grandes proporções no campo do Design. Além também, de conversarmos um pouco sobre  algumas essências de nossa profissão como o Design Thinking, Design Emocional e de serviços, onde entenderemos melhor em como o profissional Designer desenvolve projetos para o ser humano e quais os conhecimentos relacionados ao seu usuário que ele precisa ter.

Começando hoje, o que são as intervenções urbanas?

Sob os mais diversos nomes – intervenção urbana, arte pública, arte participativa, arte colaborativa, arte relacional, arte contextual, situações… – esses projetos nos apresentam novos paradigmas e apontam para um redesenho das práticas artísticas na contemporaneidade. Ao transporem a exclusividade dos espaços institucionais da arte, como galerias e museus, e sua neutralidade na exibição das obras, revelam outros lugares para a criação e veiculação dos projetos artísticos. As obras de arte realizadas no espaço público dão ênfase ao lugar, incorporando-o em todas as suas dimensões – físicas, sociais, culturais, ambientais. Além disso, elas se fundam numa experiência que busca incorporar também o tempo, ou seja, o momento em que a obra acontece. Assim, os processos de trabalho são visivelmente contaminados pelas dinâmicas dos espaços, que passam a completar o sentido das obras.  (CAMPBELL,  2015)

Através das intervenções, a cidade passa a ser o lugar de reflexão sobre o “estar no mundo”. Sendo efêmeros ou duradouros, dependem das estruturas do entorno e podem se dissolver, se perder, restando apenas registros, experiências ou relatos.
Nos espaços urbanos é onde ocorrem os debates de tudo que acontece na sociedade, nas mídias, no meio público, economia ou política.

“As práticas são fortemente marcadas pela cultura do DIY
(do it yourself – faça você mesmo)”

Nestas intervenções, podemos trabalhar alguns conceitos importantes, e por mais que a ligação direta seja mais associada a palavra Arte, nossa profissão não se desvincula do conhecimento arte, história, porque faz parte de um desenvolvimento humano e social que cresceu a partir dela. O que antes se via como arte apenas uma expressão subjetiva, hoje se junta ao Design para ser reflexiva, transformadora de espaços e pessoas.

Podemos observar intervenções que necessitem de uma interação maior do seu público para que ela funcione. E temos o exemplo da ação da Volkswagen, que criou uma ação no metrô da Suécia para fazer com que as pessoas utilizassem mais a escada normal do que a escada rolante.

Também temos intervenções de transformação, onde eu transform um problema emu ma solução a partir de uma intenverção urbana. É o exemplo de uma biblioteca em Nova York, que queimaria milhares de livros não utilizados do seu acervo, que criou uma intervenção em ruas movimentadas para que as pessoas pudessem escolher livro e levarem para suas casas, diminuendo assim, o descarte destes livros.

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Também temos as intervenções críticas e reflexivas, que transmitem mensagens relacionadas a política, economia, religião, preconceitos de uma forma forte e instigante ao seu público urbano, ou que levam a reflexão a respeito de sentimentos, relação humana, escolhas, etc.

Abaixo uma ação feita pelo artista Eduardo Srur em Brasília para mostrar seu apelo dizendo que a Arte Salva, e que a política do Brasil precisa ser salva do que ela é.

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E também podemos analisar, intervenções relacionadas a melhoria urbana, onde existe uma ênfase da deterioração dos espaços urbanos e uma necessidade de torná-lo um espaço de melhor convivência social.

O artista alemão Jan Vormann, que percebeu que muitos edifícios públicos e monumentos apresentam áreas ou partes descuidadas, que ninguém se encarrega de sua manutenção. Por isso, decidiu resolver os edifícios por sua conta, instalando legos nas partes em que os muros possuíam espaços vazios, com a ideia de solucionar o aspecto de deterioramento dos edifícios e evitar que continuem com seus deslizamentos de materiais.

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Outro exemplo, uma ação da IBM para um movimento de ideias de transformação dos pequenos espaços de pequenas cidades:

Estes são pequenos exemplos sobre o grande mundo das intervenções urbanas que vamos conhecer daqui pra frente.

Existe um documentário sobre intervenções urbanas realizado pela canal futura onde você pode conhecer um pouco mais sobre algumas intervenções, seus significados e importância para a sociedade, você pode acessar o primeiro link aqui:

Espero que tenha gostado do conteúdo, ao longo desta coluna conheceremos mais projetos de intervenção urbana para aguçar o seu conhecimento e te inspirar a ser um Designer que pensa e transforma espaços urbanos.

 BIBLIOGRAFIA
Arte para uma cidade sensível (Brígida Campbell)
http://www.archdaily.com.br/br/tag/intervencao-urbana

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Vanny PerfilVanessa Santos, Designer de Interiores, Pós-Graduada em Artes Visuais. Atua na área do Design Gráfico, professora.

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Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design/ BH-MG

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Minas Gerais está cheia de eventos para o Design e Design de Interiores este ano, além das mostras de design a capital vai oferecer o Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, aos pesquisadores brasileiros é uma ótima opportunidade para aprender e repassar seus conhecimentos!

Para os Designers de Interiores a linha de pesquisa para envio de artigo, banner, ou iniciação científica está no Eixo Temático: Prática do Design item: Design de Ambiente.

Graduandos, Pós-Graduandos, Mestrandos, Doutorandos, e Docentes, participem!!

A submissão de artigos foi prorrogada até dia 31-05-2016

Para mais informações visitem o site: http://www.ped2016.com.br/eixo_tematico.html

E, o Facebook: https://www.facebook.com/PD-2016-Belo-Horizonte-1098566583516756/?fref=ts

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A importância do conhecimento da Arte para o Design

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Adriana_Stedille

Adriana Stedille

Olá, primeiramente gostaria de me apresentar brevemente. Meu nome é Adriana Stedille, sou técnica em Design de interiores há 11 anos, graduada em Design de Produtos há 3 anos e recentemente retomei os estudos em uma Pós de História da Arte.

Trabalho com Projetos de interiores há mais de 10 anos e atualmente desenvolvo projetos de interiores como autônoma, através da Usina Interior Design, marca de meu escritório Home Office. Então, vamos lá!

 

O que a história da arte tem a ver com design? Isso é o que iremos discutir através desta coluna, que será atualizada quinzenalmente! Espero vocês aqui! Abraços!

 

A importância do conhecimento da arte para o design

 

O design por inúmeras vezes pode ser confundido com arte, o que é bastante plausível uma vez que temos visto as duas áreas aparecendo juntas por aí em inúmeros trabalhos, como amostras de design de interiores, estamparia de produtos, etc. Porém há uma diferença que devemos ter consciência: o design está intimamente ligado à solução de problemas.

Ateliê do Artista – Ana Carolina Liber – Casa Cor Mato Grosso do Sul 2014

Ateliê do Artista – Ana Carolina Liber – Casa Cor Mato Grosso do Sul 2014

 

É importante, conhecer a história dos estilos e do mobiliário, objetos e decorações que fazem parte de cada estilo e época, criando referencial para novos projetos de interiores, assim, como a própria moda o faz. Tal conhecimento amplia nossas ideias durante o processo criativo, sendo aplicável no design em geral, como repertório.

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Produtos com impressões inspiradas no estilo Pop Art.

 

Não há dúvida alguma que é impossível compreender ideias conceituais, criar novas possibilidades, além de produzir qualquer ambiente e até mesmo, o desenvolvimento de um novo produto, sem conhecer os caminhos percorridos pela arte, que baseiam todo o processo criativo do design.

A imagem a seguir demonstra uma releitura de mobiliário através da criação de um novo produto, com troca de materiais, mas sem fugir muito da essência estética do produto de referência.

 

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O processo criativo existe nas duas áreas, sendo a necessidade ou o motivo que difere o resultado entre os dois. O design preocupa-se em entender as necessidades do mundo e questionando-as através de suas criações, diferente do artista, que indaga questionamentos para que cada pessoa tenha sua própria resposta, sem necessidade de haver uma verdade absoluta, desafiando o espectador. Em outras palavras, a arte faz perguntas e o design as responde.

A arte é um dos elementos mais importantes e fundamentais para o conhecimento da história da humanidade, bem como o processo evolutivo do ser humano e com isso, a história dos acessórios, adornos, mobiliários, etc. Isso nos auxilia diretamente na compreensão dos fatos passados e principalmente, na compreensão das tendências do mundo atual.

E então? Vamos ampliar nossos estudos e conhecimentos em relação à História da Arte?

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Adriana Stedille, graduada em Design de Produto pela Faculdade da Serra Gaúcha em Caxias do Sul; Designer de Interiores pela Criart de Porto Alegre, e graduanda em História da Arte pelo Claretiano; Diretora de Criação da empresa Usina Interior Design em Caxias do Sul. Contato: contato@usinaid.com.br

 

 

 

DmaisDesign

Dmais Design

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A relação entre Design, Moda e Arte acontecendo intensamente durante diversas atividades como palestras, oficinas, coquetéis, lançamento de produtos, e muito mais!

O Dmais Design é o maior evento de Design no estado de Minas Gerais, este ano será sua terceira edição, acontecerá na capital Belo Horizonte, nos dias 13 – 19 de Junho.

Uma das diversas novidades do evento é o lançamento  do primeiro apartamento com o selo “Casa Saudável”.

Para saber mais sobre o evento visite o site: http://www.dmaisdesign.com.br/sobre/

E, o Facebook: https://www.facebook.com/DMAIS-Circuito-de-Decora%C3%A7%C3%A3o-e-Design-573596776069807/?fref=ts

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Mostra de Design, Decoração, Arquitetura e Paisagismo em Lagoa Santa/MG

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A segunda edição da Mostra Casa Construir escolheu como tema para este ano o Estilo Mediterrâneo, o evento acontece na cidade de Lagoa Santa Minas Gerais, e conta com 35 (trinta e cinco) espaços da casa do estilista Victor Dzenk, o evento vai apresentar cerca de 40 (quarenta) profissionais da área, fornecedores e lojistas também farão parte.

Data: 01 de junho a 09 de julho

Mais informações pelo site/fonte: Casa Construir – http://www.construircasadesign.com/mostra-casa-construir-2016/

Segue a página do evento no Facebook: Casa Construir

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Responsabilidade Ambiental e Design

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Ana Gois

Ana Fulô

Bom dia amigos,

Vamos começar a semana com uma coluna nova no Blog Diblioteca.

Uma apresentação rápida para ficarmos mais íntimos: Me chamo Ana Fulô, e sou graduada em Design de interiores, atualmente vivo em um coletivo onde estou me aventurando no mundo da Permacultura e Bioconstrução. Meu objetivo é compartilhar com os leitores do Blog novos aprendizados e conceitos que acrescentam o Design e tudo o que ele envolve, principalmente no que diz respeito às questões ambientais, sociais e culturais.

Fiquem a vontade para comentar, sugerir, criticar, compartilhar o que vocês acham pertinente, que esse espaço seja livre para produção de ideias e troca de conhecimento entre nós.

Pois bem, então para inaugurar essa coluna vamos iniciar falando um pouco sobre Design e Meio Ambiente.

Pixabay01Nós, meros seres humanos, fazemos parte de um grande sistema orgânico, que podemos chamar de Meio Ambiente, para que esse sistema evolua e se sustente é necessário que todos os elementos deste trabalhem em conjunto, porém à décadas a espécie Homo (mas nem tão Sapiens) começou a trabalhar individualmente e fora de harmonia com o todo (Meio Ambiente). Estudamos em geografia quando criança que o Planeta Terra é feito de recursos renováveis e recursos não renováveis a longo prazo (recursos finitos). A medida em que o homem tentou se separar do Meio Ambiente ele também começou a explorar os recursos para a criação de sistemas artificiais, daí a criação de ferramentas e produtos em geral, consequente a essa manifestação temos uma dualidade: o lado positivo que é a evolução dessa espécie e o lado negativo que resultou em exploração excessiva dos recursos naturais e degradação do Meio Ambiente.

Atualmente estamos vivendo um momento onde necessitamos buscar por soluções práticas e saudáveis de reintegração da nossa espécie com o Planeta, para que o TODO volte a ser preservado e que consigamos viver que maneira cíclica.

 Vejo no Design uma forma de “salvar o mundo”, se seu sonho quando criança era ser heroína/herói e hoje você faz Design, eu te digo: Seu sonho está se realizando!!!

green O Design é uma forma de criar soluções, é fazer do problema a própria solução, somos os inventores da Nova Era. Podemos contribuir de várias formas para a preservação do nosso meio natural, vamos pensar, por exemplo, no ciclo de vida de um objeto que criamos ou utilizamos em um projeto: Da onde ele vem? Ele não vem do nada, certo? Ele vem da extração de alguma matéria prima, depois passa pelo processo de fabricação, em seguida é transportado para diversos lugares até chegar nas mãos do consumidor final, após estar lindamente colocado no local escolhido pelo novo dono, esse objeto tem uma função e um tempo de durabilidade, e depois de utilizado e definido como “objeto sem uso” ele é descartado.

Analisando esse pequeno ciclo podemos levantar várias questões como: Qual matéria prima foi extraída? Ela é finita? Qual a forma de produção desse objeto? O Quão impactante (ambientalmente e socialmente) é o modo de produção? Qual é a forma de transporte desse objeto até chegar ao consumidor final? Qual a durabilidade desse objeto e a qualidade? E quando descartado, para onde vai?! Como vemos são muitas as questões a se pensar na hora de consumir, criar ou sugerir ao um cliente um produto. O designer contribui com o Meio Ambiente quando ele faz projetos conscientes, cabe ao profissional a escolha de trabalhar em harmonia com a natureza, preservando e respeitando os recursos naturais e todos os outros seres, pensando na qualidade de vida das nossas gerações e das gerações futuras.

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Ana Fulô – Designer de Interiores; Pós-Graduanda em Permacultura; Colunista do Diblioteca.

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Fonte das Imagens: pixabay

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Método Montessoriano no Design de Interiores

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Bom dia, leitores do Diblioteca! Sejam bem vindo ao blog neste sábado lindo!
Hoje temos uma novidade, o blog conta com uma participação muito especial, a Designer de Interiores Adriana Stedille vem nos contar sobre o Método Montessoriano e como ele pode ser aplicado nas ambientações! Assim podemos conhecer mais formas de ambientar quartos infantis ajudando as crianças a se desenvolverem!

Sejam bem-vindos e aproveitem a leitura!

O Método Montessoriano no Design de Interiores por Adriana Stedille

Adriana Stedille, graduada em Design de Produto pela Faculdade da Serra Gaúcha em Caxias do Sul; Designer de Interiores pela Criart de Porto Alegre, e graduanda em História da Arte pelo Claretiano; Diretora de Criação da empresa Usina Interior Design em Caxias do Sul. Contato: contato@usinaid.com.br

Montessori

Fonte: Jumpstart Montessori

O que é o método Montessori e para que ele é utilizado:

A fundadora do método Montessoriano foi Maria de Montessori, primeira médica mulher formada na Itália, por volta de 1907.
O método privilegia a busca direta e pessoal do aprendizado e deve ser montado de acordo com a visão da criança, estimulando sua criatividade e autonomia. O espaço de um bebê ou criança deve ser especialmente projetado para que o mesmo tenha liberdade circular livremente e em segurança, criando sua própria rotina.

Os princípios deste método de educação/organização são:

  • Respeitar e incentivar a criança
  • Dar liberdade de movimento
  • Incentivar a independência e a tomada de decisão
  • Proporcionar oportunidades para aprendizado
  • Enfatizar atividades sensoriais, dentre outros.

Agora, vamos aprender de forma super prática, como utilizar e o que utilizar para adaptar o dormitório do nosso pequeno ao método Montessori?

Lembrando que quanto mais elementos montessorianos conseguirmos inserir no ambiente, mais estaremos auxiliando e alimentando seu aprendizado consciente e autônomo.

  • É importante que a disposição dos objetos e brinquedos estejam sempre ao alcance das crianças.
Fonte: pinterest

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  • O espelho facilita a autonomia da criança no auxílio do vestir e conhecimento do próprio corpo e seus limites. O mesmo deve ser em acrílico.
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Agora alguns ambientes completos:

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E então, ficou inspirado? Mãos à obra!

Adriana Stedille, graduada em Design de Produto pela Faculdade da Serra Gaúcha em Caxias do Sul; Designer de Interiores pela Criart de Porto Alegre, e graduanda em História da Arte pelo Claretiano; Diretora de Criação da empresa Usina Interior Design em Caxias do Sul. Contato: contato@usinaid.com.br