Intervenções Urbanas e Design Efêmero

By 20 de maio de 2016 Blog No Comments
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Vanny Perfil

Vanessa Santos

Olá amigos, primeiramente deixe eu falar um pouquinho de mim, já que agora vocês me verão sempre por aqui.

Meu nome é Vanessa Santos, sou Designer, formada há 9 anos em Design de Interiores e com pós graduação em Artes Visuais. Hoje atuo na área do Design Gráfico e também dou aula no curso de Design de Interiores.

Nesta coluna, vamos sempre abordar assuntos relacionados a Intervenções urbanas e Design efêmero, pois os projetos temporários, urbanos e desenvolvidos além do espaço comercial vêm tomando grandes proporções no campo do Design. Além também, de conversarmos um pouco sobre  algumas essências de nossa profissão como o Design Thinking, Design Emocional e de serviços, onde entenderemos melhor em como o profissional Designer desenvolve projetos para o ser humano e quais os conhecimentos relacionados ao seu usuário que ele precisa ter.

Começando hoje, o que são as intervenções urbanas?

Sob os mais diversos nomes – intervenção urbana, arte pública, arte participativa, arte colaborativa, arte relacional, arte contextual, situações… – esses projetos nos apresentam novos paradigmas e apontam para um redesenho das práticas artísticas na contemporaneidade. Ao transporem a exclusividade dos espaços institucionais da arte, como galerias e museus, e sua neutralidade na exibição das obras, revelam outros lugares para a criação e veiculação dos projetos artísticos. As obras de arte realizadas no espaço público dão ênfase ao lugar, incorporando-o em todas as suas dimensões – físicas, sociais, culturais, ambientais. Além disso, elas se fundam numa experiência que busca incorporar também o tempo, ou seja, o momento em que a obra acontece. Assim, os processos de trabalho são visivelmente contaminados pelas dinâmicas dos espaços, que passam a completar o sentido das obras.  (CAMPBELL,  2015)

Através das intervenções, a cidade passa a ser o lugar de reflexão sobre o “estar no mundo”. Sendo efêmeros ou duradouros, dependem das estruturas do entorno e podem se dissolver, se perder, restando apenas registros, experiências ou relatos.
Nos espaços urbanos é onde ocorrem os debates de tudo que acontece na sociedade, nas mídias, no meio público, economia ou política.

“As práticas são fortemente marcadas pela cultura do DIY
(do it yourself – faça você mesmo)”

Nestas intervenções, podemos trabalhar alguns conceitos importantes, e por mais que a ligação direta seja mais associada a palavra Arte, nossa profissão não se desvincula do conhecimento arte, história, porque faz parte de um desenvolvimento humano e social que cresceu a partir dela. O que antes se via como arte apenas uma expressão subjetiva, hoje se junta ao Design para ser reflexiva, transformadora de espaços e pessoas.

Podemos observar intervenções que necessitem de uma interação maior do seu público para que ela funcione. E temos o exemplo da ação da Volkswagen, que criou uma ação no metrô da Suécia para fazer com que as pessoas utilizassem mais a escada normal do que a escada rolante.

Também temos intervenções de transformação, onde eu transform um problema emu ma solução a partir de uma intenverção urbana. É o exemplo de uma biblioteca em Nova York, que queimaria milhares de livros não utilizados do seu acervo, que criou uma intervenção em ruas movimentadas para que as pessoas pudessem escolher livro e levarem para suas casas, diminuendo assim, o descarte destes livros.

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Também temos as intervenções críticas e reflexivas, que transmitem mensagens relacionadas a política, economia, religião, preconceitos de uma forma forte e instigante ao seu público urbano, ou que levam a reflexão a respeito de sentimentos, relação humana, escolhas, etc.

Abaixo uma ação feita pelo artista Eduardo Srur em Brasília para mostrar seu apelo dizendo que a Arte Salva, e que a política do Brasil precisa ser salva do que ela é.

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E também podemos analisar, intervenções relacionadas a melhoria urbana, onde existe uma ênfase da deterioração dos espaços urbanos e uma necessidade de torná-lo um espaço de melhor convivência social.

O artista alemão Jan Vormann, que percebeu que muitos edifícios públicos e monumentos apresentam áreas ou partes descuidadas, que ninguém se encarrega de sua manutenção. Por isso, decidiu resolver os edifícios por sua conta, instalando legos nas partes em que os muros possuíam espaços vazios, com a ideia de solucionar o aspecto de deterioramento dos edifícios e evitar que continuem com seus deslizamentos de materiais.

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Outro exemplo, uma ação da IBM para um movimento de ideias de transformação dos pequenos espaços de pequenas cidades:

Estes são pequenos exemplos sobre o grande mundo das intervenções urbanas que vamos conhecer daqui pra frente.

Existe um documentário sobre intervenções urbanas realizado pela canal futura onde você pode conhecer um pouco mais sobre algumas intervenções, seus significados e importância para a sociedade, você pode acessar o primeiro link aqui:

Espero que tenha gostado do conteúdo, ao longo desta coluna conheceremos mais projetos de intervenção urbana para aguçar o seu conhecimento e te inspirar a ser um Designer que pensa e transforma espaços urbanos.

 BIBLIOGRAFIA
Arte para uma cidade sensível (Brígida Campbell)
http://www.archdaily.com.br/br/tag/intervencao-urbana

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Vanny PerfilVanessa Santos, Designer de Interiores, Pós-Graduada em Artes Visuais. Atua na área do Design Gráfico, professora.

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