Design efêmero

Vanessa Santos

TEMAS E ESTILOS DE VITRINES

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Vanessa Santos, 04 de Novembro de 2016 07h40m

[continuação: conteúdo vitrine]

TEMAS E ESTILOS DE VITRINES

Existem vários temas para projetos de vitrine, assim como estilos diferentes para aplicação destes temas. Hoje vamos conhecer um pouquinho de cada um deles com exemplos práticos.

COMEMORATIVOS

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Quando se trata de alguma data especial que temos durante o ano, onde o comércio todo se volta a este tema específico para vender seus produtos e serviços. Como dia das crianças, natal, dia dos namorados e até as trocas de estação.

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PUBLICITÁRIO

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Quando alguma marca quer divulgar um produto específico ela trabalha com a vitrine somente daquele produto, juntamente com uma campanha feita em outras mídias, como tv, rádio, mídias sociais.

OPORTUNIDADE

Conhecidas como as vitrines de promoção ou liquidação, lembrando que, liquidação é quando a marca quer se livrar das últimas peças e produtos para a chegada de uma nova coleção, por isso faz aqueles descontos altos. Já a promoção pode até ser o lançamento de um novo produto, então isso não quer dizer um preço super baixo.

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INSTITUCIONAL

Quando a vitrine quer transmitir o conceito da marca somente, para que o público dela consiga se identificar.

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COTIDIANA

Quando a vitrine expõe os produtos da loja sem um tema específico, para demonstrar quais são os produtos que se vende na loja.

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Depois dos temas, temos também os estilos, que se adequam ao tema selecionado mas que expõe os produtos de formas diferentes. São eles:

ESCALA

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Quando o designer trabalha com tamanho dos objetos em escala diferente, seja para maior ou menor, dependendo da ênfase e do significado que se quer transmitir.

AÉREA

Quando a exposição do produto fica fora da base do piso.

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CONTÍNUA

Quando a loja possui vitrines separadas, mas existe uma continuidade da montagem das vitrines, para que o consumidor compreenda o tema a ser transmitido.

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CENOGRÁFICA

 

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Quando é feito um cenário, para que o consumidor se identifique em atividades do seu cotidiano utilizando aquele produto.

LUMINOSA

Se apropria de conceitos tecnológicos, principalmente de iluminação para montagem da vitrine.

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CONCEITUAL

De alguma forma, a vitrine transmite o conceito daquele determinado produto para o consumidor.

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GRÁFICO

Utiliza de impressões, adesivos, painéis junto com o produto.

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Estes são os temas e estilos mais conhecidos para se projetar uma vitrine. Se você gostou, pode pesquisar mais sobre eles para ajudar quando você for desenvolver o seu projeto.

 

 

BIBLIOGRAFIA:

journaldesvitrines.com/

Vitrinas, merchandising visual. Entre_vistas. Huguette Maier E Sylvia Demetresco. SENAC SP.

Vitrina, veículo de comunicação e venda. Fátima Lourenço e José Oliveira Sam. SENAC SP.

Vitrina, construção de encenações. Sylvia Demetresco. SENAC SP.

Estamos atendendo, revista ABC Design. Edição 44.

http://www.acifnet.com.br/arquivos/VITRINISMO_E_VISUAL_MERCHANDISING_ACIF_30102012.pdf

http://www.fashionbubbles.com/moda/estilos-de-vitrine-parte-13/

 

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Vanessa Santos, Designer de Interiores, Pós-Graduada em Artes Visuais. Atua na área do Design Gráfico, professora.

 

 

 

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DIblioteca 2016As imagens dos projetos e as informações são de responsabilidade de cada escritório e profissional mencionado.

 

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O QUE É O DESIGN EFÊMERO

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O QUE É O DESIGN EFÊMERO

Vanessa Santos, 03 de Junho de 2016 13h22m

“Nem tudo que passa, passa-se despercebido. Cabe a nós seres humanos, deixar rastros e marcas inesquecidas.”

Além da nossa profissão estar sendo discutida e comentada com muita frequência no mercado hoje em dia, ao Design foi acrescentada a palavra efêmero. Mas afinal, o que é o Design Efêmero?

Segundo Evelise Grunow na revista ABC Design, Design efêmero é uma comunicação temporária de contato com o público que administra uma marca (produto/serviço) ou um evento. Envolve principalmente questões de consumo e identidade social, cultural e econômica.

Devido a nossa vida contemporânea, a correria, o consumo, globalização e internet, fica cada dia mais difícil não ser apenas mais um superficial e descartável na explosão de informações existentes.

O Design Efêmero adentra no mercado através das filosofias, políticas, crenças, culturas da sociedade para interferir nas individualidades do cidadão.

Para Mafessoli, o Design é responsável pela “estetização da existência”. Se estética, segundo o autor, pode ser entendida como sendo emoções compartilhadas, o Design certamente está relacionado à ideia de criatividade ontológica, isto é, da criação da própria vida como obra de arte através de uma estetização social.

“O MEIO É A MENSAGEM”. Frase de Mc Luhan, nos mostra que muito mais que apenas imagens ou textos, o meio em que vivemos e convivemos transmite mensagens muito mais significantes e expressivas para a memória e construção pessoal de cada um.  Por isso, o Design Efêmero ganha tanta força ao transmitir essas mensagens a partir do meio, muito além de espaços fixos e rotineiros.

Hoje, podemos dizer 75% dos Projetos de Escritórios de Design hoje são projetos Efêmeros, pois, segundo Frederivo Gelli, da Tátil Design, o contato sensorial é muito mais intenso, e gera um contato e popularidade com uma marca, serviço ou produto muito mais eficaz, mesmo que o projeto de Design em si, não dure para sempre.

Interessante a posição de Marcos Beccari, Designer, que fala um pouco sobre o Design efêmero em uma matéria em seu blog Filosofias do Design:

Trata-se do fluxo constante de um agora hiperativo e coletivo, fluxo este que não se pode deixar cair – é preciso manter o assunto em movimento, mas sem se ater demais a algo em específico. Alguns encaram este fenômeno como sendo a manifestação de uma geração questionadora, antenada, proativa e cheia de opinião. Outros consideram que esta mesma geração está sofrendo de um narcisismo epidêmico, histérico e carente, como se aquele fluxo de novidades fosse uma espécie de anestesia contínua de mediocridade.  Partindo da premissa de Guy Debord (1997, p. 51) de que “nossas ideias estão dentro de todas as cabeças”, creio que boa parte do fazer design reside em ressaltar ou destacar uma ideia pré-formatada que satisfaça a carência de um determinado momento.

Exemplos de Projetos de Design Efêmero

  1. Exposições culturais

Museu da Língua Portuguesa – Jorge Amado

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SP. 08.10.2011.

SP. 08.10.2011.

 

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Materiais simples, mas que trabalhados em composição, iluminação e unidade geram um efeito diferente, e remetem ao conceito e essência principal do escritor.

  1. Eventos Culturais

O Rock In Rio é  maior festival musical do mundo. É um veículo de comunicação de emoção e causas. Utilizando a música como linguagem universal, usa seu poder para reunir pessoas que compartilham do mesmo espírito musical e cultural. Trabalha com cenários, montagem, identidade, sustentabilidade e materiais diversos. Além da união de diversas marcas e produtos que trabalham seus próprios stands no evento.

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  1. Cenário

O cenário depende da experimentação luminotécnica, do teste de materiais, texturas, da verificação do impacto humano perante o conjunto de elementos dispostos a transformar a poesia de simples palavras em um momento real, dispostos a fornecer os dados sobre o local onde se passa a ação, além de refletir a situação econômica, política e social dos personagens.

Novela Pedacinho de chão – Rede globo

Novela Pedacinho de chão – Rede globo

 

Show do Djavan

Show do Djavan

 

Crique du Soleil

Cirque du Soleil

Teatro da Broadway

Teatro da Broadway

Termino dizendo, que as possibilidades dos projetos efêmeros são grandiosas, é necessário aguçar a curiosidade, procurer cursos esporádicos, e desenvolver habilidades peculiares para se aprimorar no Mercado.

Segue um vídeo sobre um escritório de Design e Arquitetura, Liquens,  que trabalha com projetos efêmeros. Vale a pena conhecer mais sobre. Até mais.

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Vanny Perfil

 

Vanessa Santos, Designer de Interiores, Pós-Graduada em Artes Visuais. Atua na área do Design Gráfico, professora.

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Intervenções Urbanas e Design Efêmero

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Vanny Perfil

Vanessa Santos

Olá amigos, primeiramente deixe eu falar um pouquinho de mim, já que agora vocês me verão sempre por aqui.

Meu nome é Vanessa Santos, sou Designer, formada há 9 anos em Design de Interiores e com pós graduação em Artes Visuais. Hoje atuo na área do Design Gráfico e também dou aula no curso de Design de Interiores.

Nesta coluna, vamos sempre abordar assuntos relacionados a Intervenções urbanas e Design efêmero, pois os projetos temporários, urbanos e desenvolvidos além do espaço comercial vêm tomando grandes proporções no campo do Design. Além também, de conversarmos um pouco sobre  algumas essências de nossa profissão como o Design Thinking, Design Emocional e de serviços, onde entenderemos melhor em como o profissional Designer desenvolve projetos para o ser humano e quais os conhecimentos relacionados ao seu usuário que ele precisa ter.

Começando hoje, o que são as intervenções urbanas?

Sob os mais diversos nomes – intervenção urbana, arte pública, arte participativa, arte colaborativa, arte relacional, arte contextual, situações… – esses projetos nos apresentam novos paradigmas e apontam para um redesenho das práticas artísticas na contemporaneidade. Ao transporem a exclusividade dos espaços institucionais da arte, como galerias e museus, e sua neutralidade na exibição das obras, revelam outros lugares para a criação e veiculação dos projetos artísticos. As obras de arte realizadas no espaço público dão ênfase ao lugar, incorporando-o em todas as suas dimensões – físicas, sociais, culturais, ambientais. Além disso, elas se fundam numa experiência que busca incorporar também o tempo, ou seja, o momento em que a obra acontece. Assim, os processos de trabalho são visivelmente contaminados pelas dinâmicas dos espaços, que passam a completar o sentido das obras.  (CAMPBELL,  2015)

Através das intervenções, a cidade passa a ser o lugar de reflexão sobre o “estar no mundo”. Sendo efêmeros ou duradouros, dependem das estruturas do entorno e podem se dissolver, se perder, restando apenas registros, experiências ou relatos.
Nos espaços urbanos é onde ocorrem os debates de tudo que acontece na sociedade, nas mídias, no meio público, economia ou política.

“As práticas são fortemente marcadas pela cultura do DIY
(do it yourself – faça você mesmo)”

Nestas intervenções, podemos trabalhar alguns conceitos importantes, e por mais que a ligação direta seja mais associada a palavra Arte, nossa profissão não se desvincula do conhecimento arte, história, porque faz parte de um desenvolvimento humano e social que cresceu a partir dela. O que antes se via como arte apenas uma expressão subjetiva, hoje se junta ao Design para ser reflexiva, transformadora de espaços e pessoas.

Podemos observar intervenções que necessitem de uma interação maior do seu público para que ela funcione. E temos o exemplo da ação da Volkswagen, que criou uma ação no metrô da Suécia para fazer com que as pessoas utilizassem mais a escada normal do que a escada rolante.

Também temos intervenções de transformação, onde eu transform um problema emu ma solução a partir de uma intenverção urbana. É o exemplo de uma biblioteca em Nova York, que queimaria milhares de livros não utilizados do seu acervo, que criou uma intervenção em ruas movimentadas para que as pessoas pudessem escolher livro e levarem para suas casas, diminuendo assim, o descarte destes livros.

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Também temos as intervenções críticas e reflexivas, que transmitem mensagens relacionadas a política, economia, religião, preconceitos de uma forma forte e instigante ao seu público urbano, ou que levam a reflexão a respeito de sentimentos, relação humana, escolhas, etc.

Abaixo uma ação feita pelo artista Eduardo Srur em Brasília para mostrar seu apelo dizendo que a Arte Salva, e que a política do Brasil precisa ser salva do que ela é.

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E também podemos analisar, intervenções relacionadas a melhoria urbana, onde existe uma ênfase da deterioração dos espaços urbanos e uma necessidade de torná-lo um espaço de melhor convivência social.

O artista alemão Jan Vormann, que percebeu que muitos edifícios públicos e monumentos apresentam áreas ou partes descuidadas, que ninguém se encarrega de sua manutenção. Por isso, decidiu resolver os edifícios por sua conta, instalando legos nas partes em que os muros possuíam espaços vazios, com a ideia de solucionar o aspecto de deterioramento dos edifícios e evitar que continuem com seus deslizamentos de materiais.

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Outro exemplo, uma ação da IBM para um movimento de ideias de transformação dos pequenos espaços de pequenas cidades:

Estes são pequenos exemplos sobre o grande mundo das intervenções urbanas que vamos conhecer daqui pra frente.

Existe um documentário sobre intervenções urbanas realizado pela canal futura onde você pode conhecer um pouco mais sobre algumas intervenções, seus significados e importância para a sociedade, você pode acessar o primeiro link aqui:

Espero que tenha gostado do conteúdo, ao longo desta coluna conheceremos mais projetos de intervenção urbana para aguçar o seu conhecimento e te inspirar a ser um Designer que pensa e transforma espaços urbanos.

 BIBLIOGRAFIA
Arte para uma cidade sensível (Brígida Campbell)
http://www.archdaily.com.br/br/tag/intervencao-urbana

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Vanny PerfilVanessa Santos, Designer de Interiores, Pós-Graduada em Artes Visuais. Atua na área do Design Gráfico, professora.