História

Vanessa Santos

Vitrine: Tipos e propostas

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Vanessa Santos, 07 de Outubro de 2016 07h40m

[continuação: conteúdo vitrine]

A loja deve ser um importante espaço de experiência para o consumidor, um espaço de comunicação dos valores e expressão que a marca quer passar para o seu público.

 

O termo vitrina foi incorporado por volta do século XIX, vindo do francês, que é o mais correto, diferente do que a gente está acostumado a dizer que é vitrine.

Existem 3 propostas de um projeto de vitrine:

  1. Ser vista
  2. Prometer algo
  3. Persuadir e criar o desejo do consumidor comprar
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Vanessa Santos

 

Ela é responsável por até 90% dos resultados de venda de qualquer loja.

Uma boa estratégia de Design para um projeto de vitrine tem que pensar em:

  • Elementos sensoriais para comunicar a marca;
  • Os elementos do design: forma, cor, proximidade, alinhamento, contraste, repetição;
  • Construção textual de um mundo para o produto para estabelecer relação com quem o percebe.

 

Vanessa Santos

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É importante que nós como profissionais projetamos para ativar os efeitos físicos e psicológicos do consumidor para que ele acredite que obter aquilo que a vitrine vende o fará ser a pessoa mais feliz do mundo.

É como na mitologia grega com a história da caixa de pandora, você incita a curiosidade para que a pessoa queira entrar na loja e saber o que ela oferece.

Vanessa Santos

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Para isso é importante para o Designer:

– Ser detalhista

– Sentir a energia da fantasia

– Estar preparado para mudanças

– Aproveite o caso

– Conheça cores

– Não ignore ideias

– Brinque sem sair do sério

– Leia, conheça sobre várias coisas da vida

 

Vanessa Santos

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E além disso, na hora de planejar um projeto é importante:

  1. Conhecer a marca e produto
  2. Saber o público alvo
  3. Reconhecer o espaço da loja e localização
  4. Vitrine aberta ou fechada?
  5. Definir tema e estilo a ser utilizado
  6. Trabalhar cores e iluminação
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[Ainda teremos continuação: aguardem próxima coluna 3 parte do conteúdo sobre Vitrine]

 

Vanny Perfil

Vanessa Santos, Designer de Interiores, Pós-Graduada em Artes Visuais. Atua na área do Design Gráfico, professora.

 

 

 

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DIblioteca 2016As imagens dos projetos e as informações são de responsabilidade de cada escritório e profissional mencionado.

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Vitrine: Breve histórico

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Vanessa Santos, 23 de Setembro de 2016 07h40m

Olá pessoal, vocês sabiam que como Designers podemos trabalhar com projetos efêmeros relacionados a visual merchandising? Mais conhecidos como Vitrines.

Pois é, hoje com a quantidade de informações que temos, muitas lojas espalhadas pelas ruas, uma confusão de imagens visuais, prender atenção do cliente/consumidor está cada vez mais difícil.

E mais que um bom projeto de design para uma vitrine, é preciso conhecer a marca, o produto ou serviço e o cliente pra quem vamos projetar.

“Da simples necessidade de informar a natureza do negócio até a proposta de fornecer uma experiência com a marca, as fachadas comerciais sempre foram uma das principais formas de despertar interesse no comprador.”

Mas antes de conhecer os projetos de vitrine, é importante saber quando ela surgiu e entender sua história.

As vitrinas surgiram na Idade Média, após o reinado de Carlos Magno, onde em 1154 com as guerras das Cruzadas, o comércio começou a crescer na Europa por influência do oriente. Como as Cruzadas eram feitas pelos mulçumanos e cristãos, os turcos levaram sua força de comércio para a Europa.

Foi daí que surgiu a palavra BAZAR, que significava mercado em turco, e depois passou a ser MAHÂZIN que era Magasin em francês.

Vanessa Santos

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Esse tipo de comércio era feito nas ruas de forma nômade, pois as pessoas iam mudando de lugar conforme as cruzadas e a necessidade. Os principais produtos a serem comercializados eram os de necessidade primária e artefatos de guerra. Com o passar do tempo, outros artefatos começaram a ser produzidos pelos artesãos.

A partir do Séc. XVII, as feiras de rua começaram a diminuir, e os artesãos começaram a transformar suas casas em ateliers, e de alguma forma, sentiram a necessidade de colocar em suas fachadas a informação do que era ali. No início, as fachadas eram feitas de metal, gravadas em madeira ou pintadas a tinta para indicar o nome do estabelecimento.

Após a guerra, um pouco antes da metade do Séc. XIX, a Europa começou a crescer social e economicamente, e as vitrinas começam a assumir um papel importante no comércio.

As ruas são divididas pelas calçadas, e as pessoas passam a ter pontos de encontro nas noites em frente as boutiques, como exemplo na cidade de Paris. E a partir daí, as opções de consumo e o comércio de objetos de desejo se multiplicaram.

[continua na próxima postagem]

Vanny Perfil

 

Vanessa Santos, Designer de Interiores, Pós-Graduada em Artes Visuais. Atua na área do Design Gráfico, professora.

 

 

 

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Um pouco de: história do mobiliário.

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Olá pessoal, segue mais um estudo contando um pouquinho da história do mobiliário. Espero que isso instigue a busca pelo conhecimento à cerca de um dos itens que complementam nosso design de interiores.
Abraços e até a próxima 🙂

Um pouco de: história do mobiliário

Adriana Stedille, 15 de Junho de 2016 15h20m

O mobiliário foi introduzido na sociedade através da necessidade de fixação de moradia, no período entendido como Neolítico (cerca de 10 mil anos atrás), pois necessitava de um espaço seguro para repousar.

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Com o passar do tempo o mobiliário se tornou índice de interesses sociais, pois, era utilizado pela nobreza, como forma de ressaltar o poder e hierarquia perante a população.

Trono do Egito Antigo

Trono do Egito Antigo

Na atualidade o mobiliário é parte integrante da vida cotidiana agregando conforto e praticidade ao dia-a-dia. O mobiliário marca a evolução da sociedade através de seu desenvolvimento cultural e tecnológico, sendo que, dentro de cada contexto histórico, é capaz de estabelecer as atividades cotidianas, gosto e cultura de uma civilização.

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Os fatores sociais, culturais e comerciais influenciam a forma de enxergar um produto, muitas vezes, suplantando os fatores perceptuais. Existem influências culturais no estilo de produtos que podem ter ciclos de vida longínquos, até centenários. A Figura abaixo ilustra imagens de algumas cadeiras que foram criadas há anos e ainda continuam no ápice do design.

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É muito comum haver diversas culturas inseridas em um mesmo ambiente físico e, ao aproximar artefatos e cultura, estes objetos se tornam mediadores da prática cultural, onde o significado do produto deve ser considerado segundo o contexto cultural no qual está e será inserido, pois cada região possui seus próprios signos e vínculos culturais.

Para a confecção de um produto de uso coletivo, como o mobiliário e principalmente, para o projeto de um ambiente completo é importante considerar as necessidades gerais do grupo que o utilizará, durante todo o processo de design, visando contemplar a maioria dos usuários, trazendo estética, aconchego, praticidade ao dia a dia destes usuários.

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Adriana_Stedille

Adriana Stedille, graduada em Design de Produto pela Faculdade da Serra Gaúcha em Caxias do Sul; Designer de Interiores pela Criart de Porto Alegre, e graduanda em História da Arte pelo Claretiano; Diretora de Criação da empresa Usina Interior Design em Caxias do Sul. Contato: contato@usinaid.com.br