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O QUE É O DESIGN EFÊMERO

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O QUE É O DESIGN EFÊMERO

Vanessa Santos, 03 de Junho de 2016 13h22m

“Nem tudo que passa, passa-se despercebido. Cabe a nós seres humanos, deixar rastros e marcas inesquecidas.”

Além da nossa profissão estar sendo discutida e comentada com muita frequência no mercado hoje em dia, ao Design foi acrescentada a palavra efêmero. Mas afinal, o que é o Design Efêmero?

Segundo Evelise Grunow na revista ABC Design, Design efêmero é uma comunicação temporária de contato com o público que administra uma marca (produto/serviço) ou um evento. Envolve principalmente questões de consumo e identidade social, cultural e econômica.

Devido a nossa vida contemporânea, a correria, o consumo, globalização e internet, fica cada dia mais difícil não ser apenas mais um superficial e descartável na explosão de informações existentes.

O Design Efêmero adentra no mercado através das filosofias, políticas, crenças, culturas da sociedade para interferir nas individualidades do cidadão.

Para Mafessoli, o Design é responsável pela “estetização da existência”. Se estética, segundo o autor, pode ser entendida como sendo emoções compartilhadas, o Design certamente está relacionado à ideia de criatividade ontológica, isto é, da criação da própria vida como obra de arte através de uma estetização social.

“O MEIO É A MENSAGEM”. Frase de Mc Luhan, nos mostra que muito mais que apenas imagens ou textos, o meio em que vivemos e convivemos transmite mensagens muito mais significantes e expressivas para a memória e construção pessoal de cada um.  Por isso, o Design Efêmero ganha tanta força ao transmitir essas mensagens a partir do meio, muito além de espaços fixos e rotineiros.

Hoje, podemos dizer 75% dos Projetos de Escritórios de Design hoje são projetos Efêmeros, pois, segundo Frederivo Gelli, da Tátil Design, o contato sensorial é muito mais intenso, e gera um contato e popularidade com uma marca, serviço ou produto muito mais eficaz, mesmo que o projeto de Design em si, não dure para sempre.

Interessante a posição de Marcos Beccari, Designer, que fala um pouco sobre o Design efêmero em uma matéria em seu blog Filosofias do Design:

Trata-se do fluxo constante de um agora hiperativo e coletivo, fluxo este que não se pode deixar cair – é preciso manter o assunto em movimento, mas sem se ater demais a algo em específico. Alguns encaram este fenômeno como sendo a manifestação de uma geração questionadora, antenada, proativa e cheia de opinião. Outros consideram que esta mesma geração está sofrendo de um narcisismo epidêmico, histérico e carente, como se aquele fluxo de novidades fosse uma espécie de anestesia contínua de mediocridade.  Partindo da premissa de Guy Debord (1997, p. 51) de que “nossas ideias estão dentro de todas as cabeças”, creio que boa parte do fazer design reside em ressaltar ou destacar uma ideia pré-formatada que satisfaça a carência de um determinado momento.

Exemplos de Projetos de Design Efêmero

  1. Exposições culturais

Museu da Língua Portuguesa – Jorge Amado

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SP. 08.10.2011.

SP. 08.10.2011.

 

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Materiais simples, mas que trabalhados em composição, iluminação e unidade geram um efeito diferente, e remetem ao conceito e essência principal do escritor.

  1. Eventos Culturais

O Rock In Rio é  maior festival musical do mundo. É um veículo de comunicação de emoção e causas. Utilizando a música como linguagem universal, usa seu poder para reunir pessoas que compartilham do mesmo espírito musical e cultural. Trabalha com cenários, montagem, identidade, sustentabilidade e materiais diversos. Além da união de diversas marcas e produtos que trabalham seus próprios stands no evento.

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  1. Cenário

O cenário depende da experimentação luminotécnica, do teste de materiais, texturas, da verificação do impacto humano perante o conjunto de elementos dispostos a transformar a poesia de simples palavras em um momento real, dispostos a fornecer os dados sobre o local onde se passa a ação, além de refletir a situação econômica, política e social dos personagens.

Novela Pedacinho de chão – Rede globo

Novela Pedacinho de chão – Rede globo

 

Show do Djavan

Show do Djavan

 

Crique du Soleil

Cirque du Soleil

Teatro da Broadway

Teatro da Broadway

Termino dizendo, que as possibilidades dos projetos efêmeros são grandiosas, é necessário aguçar a curiosidade, procurer cursos esporádicos, e desenvolver habilidades peculiares para se aprimorar no Mercado.

Segue um vídeo sobre um escritório de Design e Arquitetura, Liquens,  que trabalha com projetos efêmeros. Vale a pena conhecer mais sobre. Até mais.

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Vanny Perfil

 

Vanessa Santos, Designer de Interiores, Pós-Graduada em Artes Visuais. Atua na área do Design Gráfico, professora.

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Responsabilidade Ambiental e Design

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Ana Gois

Ana Fulô

Bom dia amigos,

Vamos começar a semana com uma coluna nova no Blog Diblioteca.

Uma apresentação rápida para ficarmos mais íntimos: Me chamo Ana Fulô, e sou graduada em Design de interiores, atualmente vivo em um coletivo onde estou me aventurando no mundo da Permacultura e Bioconstrução. Meu objetivo é compartilhar com os leitores do Blog novos aprendizados e conceitos que acrescentam o Design e tudo o que ele envolve, principalmente no que diz respeito às questões ambientais, sociais e culturais.

Fiquem a vontade para comentar, sugerir, criticar, compartilhar o que vocês acham pertinente, que esse espaço seja livre para produção de ideias e troca de conhecimento entre nós.

Pois bem, então para inaugurar essa coluna vamos iniciar falando um pouco sobre Design e Meio Ambiente.

Pixabay01Nós, meros seres humanos, fazemos parte de um grande sistema orgânico, que podemos chamar de Meio Ambiente, para que esse sistema evolua e se sustente é necessário que todos os elementos deste trabalhem em conjunto, porém à décadas a espécie Homo (mas nem tão Sapiens) começou a trabalhar individualmente e fora de harmonia com o todo (Meio Ambiente). Estudamos em geografia quando criança que o Planeta Terra é feito de recursos renováveis e recursos não renováveis a longo prazo (recursos finitos). A medida em que o homem tentou se separar do Meio Ambiente ele também começou a explorar os recursos para a criação de sistemas artificiais, daí a criação de ferramentas e produtos em geral, consequente a essa manifestação temos uma dualidade: o lado positivo que é a evolução dessa espécie e o lado negativo que resultou em exploração excessiva dos recursos naturais e degradação do Meio Ambiente.

Atualmente estamos vivendo um momento onde necessitamos buscar por soluções práticas e saudáveis de reintegração da nossa espécie com o Planeta, para que o TODO volte a ser preservado e que consigamos viver que maneira cíclica.

 Vejo no Design uma forma de “salvar o mundo”, se seu sonho quando criança era ser heroína/herói e hoje você faz Design, eu te digo: Seu sonho está se realizando!!!

green O Design é uma forma de criar soluções, é fazer do problema a própria solução, somos os inventores da Nova Era. Podemos contribuir de várias formas para a preservação do nosso meio natural, vamos pensar, por exemplo, no ciclo de vida de um objeto que criamos ou utilizamos em um projeto: Da onde ele vem? Ele não vem do nada, certo? Ele vem da extração de alguma matéria prima, depois passa pelo processo de fabricação, em seguida é transportado para diversos lugares até chegar nas mãos do consumidor final, após estar lindamente colocado no local escolhido pelo novo dono, esse objeto tem uma função e um tempo de durabilidade, e depois de utilizado e definido como “objeto sem uso” ele é descartado.

Analisando esse pequeno ciclo podemos levantar várias questões como: Qual matéria prima foi extraída? Ela é finita? Qual a forma de produção desse objeto? O Quão impactante (ambientalmente e socialmente) é o modo de produção? Qual é a forma de transporte desse objeto até chegar ao consumidor final? Qual a durabilidade desse objeto e a qualidade? E quando descartado, para onde vai?! Como vemos são muitas as questões a se pensar na hora de consumir, criar ou sugerir ao um cliente um produto. O designer contribui com o Meio Ambiente quando ele faz projetos conscientes, cabe ao profissional a escolha de trabalhar em harmonia com a natureza, preservando e respeitando os recursos naturais e todos os outros seres, pensando na qualidade de vida das nossas gerações e das gerações futuras.

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Ana Fulô – Designer de Interiores; Pós-Graduanda em Permacultura; Colunista do Diblioteca.

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Fonte das Imagens: pixabay