Mobiliário

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Emergindo das profundezas!

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Raphaella Almeida, 10 de Novembro de 2016 07h40m

 

Emergindo das profundezas!

Essas divertidas criações do designer Derek Pearce renovam o que conhecemos em relação a mesas. Suas criações, as chamadas “Mesas de água”, retratam de forma impressionante animais com parte de seus corpos mergulhados na água. De hipopótamos e golfinhos a patos, ele projeta as mesas para que os animais possam ser vistos ‘mergulhando’ dentro e fora do vidro, que representa a superfície da água.

As peças são funcionais e irresistíveis para quem ama tanto animais quanto arte. Com uma estética lúdica latente, Pearce esculpe suas mesas de água desde 1997 e as peças têm sido vendidas em lojas pelos Estados Unidos, Europa e Japão.

Confira alguns de seus trabalhos:

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Raphaella Almeida

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Raphaella Almeida

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Raphaella Almeida

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Raphaella Almeida, graduada em Design de Interiores pela Faculdade Belas Artes de São Paulo, atua no mercado projetando e escrevendo sobre arte, design e interiores. www.raphaellaalmeida.com.br / instagram: RA Interior Design

 

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DIblioteca 2016As imagens dos projetos e as informações são de responsabilidade de cada escritório e profissional mencionado.

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Um pouco de: história do mobiliário.

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Olá pessoal, segue mais um estudo contando um pouquinho da história do mobiliário. Espero que isso instigue a busca pelo conhecimento à cerca de um dos itens que complementam nosso design de interiores.
Abraços e até a próxima 🙂

Um pouco de: história do mobiliário

Adriana Stedille, 15 de Junho de 2016 15h20m

O mobiliário foi introduzido na sociedade através da necessidade de fixação de moradia, no período entendido como Neolítico (cerca de 10 mil anos atrás), pois necessitava de um espaço seguro para repousar.

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Com o passar do tempo o mobiliário se tornou índice de interesses sociais, pois, era utilizado pela nobreza, como forma de ressaltar o poder e hierarquia perante a população.

Trono do Egito Antigo

Trono do Egito Antigo

Na atualidade o mobiliário é parte integrante da vida cotidiana agregando conforto e praticidade ao dia-a-dia. O mobiliário marca a evolução da sociedade através de seu desenvolvimento cultural e tecnológico, sendo que, dentro de cada contexto histórico, é capaz de estabelecer as atividades cotidianas, gosto e cultura de uma civilização.

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Os fatores sociais, culturais e comerciais influenciam a forma de enxergar um produto, muitas vezes, suplantando os fatores perceptuais. Existem influências culturais no estilo de produtos que podem ter ciclos de vida longínquos, até centenários. A Figura abaixo ilustra imagens de algumas cadeiras que foram criadas há anos e ainda continuam no ápice do design.

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É muito comum haver diversas culturas inseridas em um mesmo ambiente físico e, ao aproximar artefatos e cultura, estes objetos se tornam mediadores da prática cultural, onde o significado do produto deve ser considerado segundo o contexto cultural no qual está e será inserido, pois cada região possui seus próprios signos e vínculos culturais.

Para a confecção de um produto de uso coletivo, como o mobiliário e principalmente, para o projeto de um ambiente completo é importante considerar as necessidades gerais do grupo que o utilizará, durante todo o processo de design, visando contemplar a maioria dos usuários, trazendo estética, aconchego, praticidade ao dia a dia destes usuários.

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Adriana Stedille, graduada em Design de Produto pela Faculdade da Serra Gaúcha em Caxias do Sul; Designer de Interiores pela Criart de Porto Alegre, e graduanda em História da Arte pelo Claretiano; Diretora de Criação da empresa Usina Interior Design em Caxias do Sul. Contato: contato@usinaid.com.br

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Poltrona Mole para quem trabalhou duro!

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SPOT BOLETIM ACADÊMICO DE DESIGN DE INTERIORES

O Spot Boletim Acadêmico de Design de Interiores é um projeto desenvolvido por alunos do curso de Design de Interiores da Unicesumar, Campus: Maringá. São os atuais membros do Spot os alunos: Mateus Sanches, Marciane Schuh, Rose Ribeiro, Daniel Manfredi, Bárbara Faria e André Fernandes. Neste mês o Spot lança a sua 6a. Edição recheada de conteúdos muito interessantes para o Design de Interiores. Agora este jovem projeto fará uma parceria com o Diblioteca, dividindo com a gente, por aqui, as suas colunas. Seu representante será o Mateus Sanches, estudante de Design de Interiores, 1o. semestre matutino do Curso Tecnológico de Design de Interiores Unicesumar. Para entrar em contato com ele segue o e-mail: spotboletim@gmail.com 

“Poltrona Mole para quem ‘trabalhou’ duro”!

Coluna Design no Brasil – Por: Bárbara Faria Costa/RJ

Fig. 2- Poltrona Mole/ Fonte: Página pessoal do designer e arquiteto

Fig. 1- Poltrona Mole/ Fonte: Página pessoal do designer e arquiteto

Dono de uma personalidade marcante, Sérgio Rodrigues (Fig.1) foi pioneiro em transformar o design no Brasil e torná-lo mundialmente conhecido. Trazia em seus projetos sua inquietação e identidade da cultura brasileira. Carioca, nascido em 1927, formou-se em Arquitetura e Urbanismo em 1952 pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) mas ele sabia que seu desejo ia muito além da arquitetura. Tinha admiração pelos interiores, então o sonho e o dom fez buscar estudos mais aprofundados em outros lugares. Começou a fazer um curso de decoração e seu professor gostou tanto de seu desempenho, que o convidou para ser seu assistente. Daí começou seu trabalho como designer que perdurou quase 61 anos de sua vida.

Fig. 2- Palácio do Itamaraty/ Sofás Pajé e Poltrona Oscar/ Fonte: Blog do Itamaraty

Fig. 2- Palácio do Itamaraty/ Sofás Pajé e Poltrona Oscar/ Fonte: Blog do Itamaraty

Em 1961, Sérgio ganhou seu primeiro prêmio no “IV Concurso Internacional do Móvel” em Cantù, na Itália, com a “Poltrona Mole” (Fig.2). Na época, sua peça ficou na vitrine de sua loja (Oca) por um ano, pois era motivo de “chacota” e não despertava olhares de seu público, mas seu idealizador ainda acreditava no potencial dela. Sérgio não estava errado. De repente a “Mole” foi chamando atenção de pessoas com um certo nível cultural. Despertando, então, atenção de algumas personalidades, entre elas o governador Carlos Lacerda, que foi a pessoa que praticamente exigiu que a poltrona fosse enviada ao concurso. Sérgio, alcançou o auge de sua carreira nos anos 50 e 60.

Sua peça mais famosa e que o tornou um grande nome do design no país. A ‘Sheriff Chair’, como ficou conhecida no exterior, combina a robustez e o conforto, o convite ao relaxamento e a linguagem moderna e efetivamente brasileira, o que levou a conquistar o primeiro lugar no Concurso. Ela é composta por uma estrutura em madeira de jacarandá torneada, com correias em couro e que, após ajuste com botões torneados, formam um apoio que suporta os almofadões do assento, do encosto e dos braços, unidos numa só peça. Observação que não indica apenas uma poltrona, mas um projeto-chave do design nacional. A Mole integra o acervo do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York, e é até hoje um sucesso de vendas.

Fig. 3- Sérgio Rodrigues- Fonte: Página Pessoal

Fig. 3- Sérgio Rodrigues- Fonte: Página Pessoal

Após seu nome se espalhar pelo exterior, Sérgio recebeu convites para projetar móveis para nossa capital, Brasília, que estava recém inaugurada. Como um bom e velho patriota, percebeu que a capital estava sendo arquitetada com belíssimos palácios, mas que seus interiores, não faziam jus à vista exterior. Ele sentia falta de brasilidade. Algumas peças que já faziam parte do ambiente interno, eram estrangeiras e ele enxergava a necessidade do interior com pinta de Brasil. Queria que Brasília refletisse inteiramente nossa cultura, que por sinal, é muito bela, e nossas ricas matérias-primas e foi assim que fez.

Sergio foi chamado várias vezes a Brasília para outros projetos. Fez móveis para o Itamaraty (Fig. 3), gabinete do chanceler. Projetos para o Senado, para o Palácio da Alvorada. Projetou todas as casas dos diretores do Banco Central, em Brasília. Fez o interior do Teatro Nacional de Brasília, o Cine Brasília e muitos outros projetos que ainda podem ser apreciados em seus lugares originais. Os projetos dele, traz em sua maioria, a cultura brasileira identificada. O uso de madeira, couro, tecidos de fibras naturais e palhinha, como materiais tradicionais, indicam também seu grande apego pela cultura indígena.

Fig. 4- Cine Brasília/ Fonte: Correio Braziliense

Fig. 4- Cine Brasília/ Fonte: Correio Braziliense

Sérgio de fato começou a procurar o Brasil através do design. Transformou consideravelmente o conceito de móveis em nosso país, dando a eles generosidade nos traços e no uso de madeiras nativas. É de suma importância, citar Sergio como percursor do Design de Interiores no Brasil. Seu acervo composto por inúmeras peças, são sinônimos de uma elegância, descontração e valiosas criações. Sérgio Rodrigues, faleceu em 01 de setembro de 2014, em sua casa no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, deixando uma enorme sede de brasilidade no Design de Interiores no Brasil.

Para ler toda a Edição:

 

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